Como anjos, voando baixo pela terra, apresentaram um punhado do que está lá fora, mas como um grãozinho de poeira poderia compreender? Vamos conferir o poema do Renato, dois anos a mais não muda a mensagem. "Perdi vinte em vinte e nove amizades Por conta de uma pedra em minhas mãos Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes Estou aprendendo a viver sem você (Já que você não me quer mais) Passei vinte e nove meses num navio E vinte e nove dias na prisão E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno Decidi começar a viver. Quando você deixou de me amar Aprendi a perdoar E a pedir perdão. (E vinte e nove anjos me saudaram E tive vinte e nove amigos outra vez)" Vinte E Nove, Legião urbana, composição: Renato Russo
Sou apenas um grãozinho de poeira cósmica na imensidão da Via-láctea. Não sei de onde venho, por que estou aqui e nem para onde vão me mandar, só sei que existo em função de outras poeirinhas cósmicas que me atraem, me proporcionam bons momentos e que dependem de mim, me dando assim uma razão para ser poeira.