O caminho da paz
O caminho da paz é o caminho da verdade. Ser honesto ainda é mais importante do que ser pacífico. Na verdade, a mentira é a mãe da violência. Um homem sincero não pode permanecer violento por muito tempo. Ele vai perceber, no curso de sua busca , que não tem necessidade de ser violento. Vai também descobrir que enquanto houver nele o menor vestígio de violência não conseguirá encontrar a verdade que está procurando.
Não há um ponto intermediário entre a verdade e a não-violência de um lado e a falsidade e a não-violência de outro. Talvez nunca sejamos fortes o bastante para sermos totalmente não violentos, em pensamento, palavra e ação. Mas devemos manter a não-violência como nosso objetivo e fazer método de alcançar a verdadeira liberdade devem manter a chama da não-violência ardendo intensamente no meio das trevas impenetráveis do presente. A verdade de uns poucos vai prevalecer, a inverdade de milhões vai se dissipar, como palha a uma lufada de vento.
A não-violência e a covardia não combinam. Posso imaginar um homem armado até os dentes que no fundo é um covarde. A posse de armas insinua um elemento de medo, se não mesmo de covardia. Mas a verdadeira não-violência é a impossibilidade sem a posse um destemor inflexível.
A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as grandes e boas difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos.
(GANDHI, As palavras de Gandhi. p.44,86.)

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