Enquanto o mundo acompanha apreensivo as notícias vindas do império do sol nascente, vamos fazer uma viagem a um universo paralelo, onde aconteceu uma tragédia semelhante à do Japão. Para muitos físicos, estes mundos similares existem, que derivam do nosso, que, por sua vez seria derivado de outros.
Em um país chamado Lisarb, que em nosso mundo estaria localizado do outro lado do globo, aconteceram fenômenos semelhantes e exatamente no mesmo momento dos que aconteceram no Japão. Até aí tudo semelhante, porém, o dia seguinte é que foi totalmente diferente. Vejamos um paralelo entre os acontecimentos pós-catástrofe nestes dois países, um em nosso universo e o outro no além-mundo.
No Japão, depois do terremoto e da grande onda, as pessoas se mantiveram calmas e o espírito de solidariedade tomou conta de todos, que se ajudavam mutuamente, repartindo o pouco de alimento que restava. Apesar do estado de calamidade, não foram vistos nenhum ato de selvageria ou desespero, não houveram registros de saques em comércios ou residências, observamos que imperava a calma e a disciplina, não sendo necessária a intervenção de forças armadas para este fim.
No Japão, depois do terremoto e da grande onda, as pessoas se mantiveram calmas e o espírito de solidariedade tomou conta de todos, que se ajudavam mutuamente, repartindo o pouco de alimento que restava. Apesar do estado de calamidade, não foram vistos nenhum ato de selvageria ou desespero, não houveram registros de saques em comércios ou residências, observamos que imperava a calma e a disciplina, não sendo necessária a intervenção de forças armadas para este fim.
As autoridades políticas reuniram-se rapidamente e em menos de um dia colocaram em prática plano emergencial para socorrer os sobreviventes e reconstruir o país, sendo que este plano já estava previamente elaborado e pronto para ser executado a qualquer momento.
Em Lisarb, aconteceu o oposto: pessoas desesperadas correndo em um verdadeiro " salve-se quem puder", cada um carregava o que podia , mesmo que seu vizinho não pudesse levar nada. As lojas de comercio foram todas saqueadas, e em alguns casos utilizavam-se da violência para invadir propriedades alheias, muitos aproveitaram-se do caos para se dar bem. Pessoas se amontoavam, se esmurravam em busca do pouco que restara e nem a intervenção do estado serviu para conter a desordem.
Os políticos de Lisarb não conseguiram reunir-se em tempo hábil, já que o país tem uma grande extensão territorial e vários deles estavam em seus domicílios eleitorais. Muitos fizeram uso da verba de viagem e se deslocaram para o centro de decisões daquele país, alguns chegaram mais rápido em seus jatinhos particulares e outros tinham compromissos mais importantes e não puderam comparecer. A sorte é que o pequeno grupo que compareceu foi suficiente e as decisões foram tomadas. Enquanto isso, o primeiro ministro em reunião com a família imperial e seus conselheiros, assegurava ao Imperador que o centro de decisões estava em suas mãos e que seria muito fácil aprovar o que fosse de sua vontade. Só lembrando que se trata de país democrático e representativo.
Primeiramente decidiram pelo estado de emergência e o exercito foi para as ruas usando da força bruta em nome da manutenção da ordem; em seguida elaboraram o plano emergencial, mas como o país era muito grande esbarraram em muitos problemas: em muitas províncias os governadores descordavam ideologicamente do imperador e tiveram as verbas cortadas pela metade; em outras, as verbas sobraram e muitos empresários donos de empreiteiras multiplicaram seus rendimentos da noite para o dia. Em alguns condados, a coisa ficou feia, prefeitos não teriam prestado contas a contento e outros deviam impostos ao Império, não puderam receber ajuda e o povo sofreu ainda mais.
E, para não dizer que não falei das flores, mesmo diante de tanto horror e iniqüidade observamos a benevolência do ser humano, várias pessoas ofereceram ajuda voluntária às vítimas, outras arrecadaram donativos nos quatro contos da grande nação. As arrecadações foram grandiosas, fruto da generosidade de muita gente, porém surgiu um grave problema, como levar os donativos a quem necessita? Os voluntários mais uma vez tiveram que apelar aos políticos, que ficaram responsáveis pela distribuição de tudo que fora arrecadado. Mas o que se viu foi um festival de demagogias, muitos destes políticos se aproveitaram da situação para se promoverem e outros chegaram até a comprar votos usando cestas de alimentos.
Ainda bem que essa história de universo paralelo é só teoria de alguns cientistas meio malucos, então, qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência.

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